Médicos destacam evolução da tecnologia REAC e os impactos da neuromodulação e biomodulação na prática clínica

Especialistas com mais de uma década de experiência relatam benefícios da neuromodulação e da biomodulação em diferentes áreas da saúde
A tecnologia REAC (Radio Electric Asymmetric Conveyer) tem conquistado espaço na prática clínica de médicos que buscam abordagens voltadas à otimização da capacidade adaptativa do organismo. Com aplicações nas áreas de neuromodulação e biomodulação, a tecnologia vem sendo incorporada à prática clínica de profissionais de diferentes especialidades. Nesse contexto, médicos relatam resultados consistentes em condições associadas ao estresse, dores crônicas, distúrbios funcionais, desempenho físico e qualidade de vida.
Com mais de uma década de experiência na utilização da tecnologia REAC, o médico Paulo Roberto Fochesato acumula uma ampla trajetória na aplicação clínica da ferramenta. No entanto, seu primeiro contato com a tecnologia aconteceu em 2014, durante um curso realizado na Faculdade de Medicina da USP.
A experiência com o protocolo de Otimização Neuro Postural (NPO) despertou seu interesse imediato. Por isso, ele buscou formação diretamente na Itália com o professor Salvatore Rinaldi, criador da tecnologia. Desde então, acompanha a evolução dos protocolos e participa regularmente de atualizações científicas promovidas pela equipe internacional de pesquisa.
Para Fochesato, o principal diferencial da tecnologia REAC está na capacidade de favorecer uma melhor adaptação do organismo aos estímulos estressores presentes no dia a dia. “Embora existam inúmeras indicações clínicas, a tecnologia promove uma reorganização funcional do organismo. Dessa forma, permite que ele responda de maneira mais eficiente às exigências dos ambientes interno e externo. Isso favorece uma melhor adaptação e reduz a tendência ao adoecimento”, explica.
Segundo o médico, os protocolos são estruturados em ciclos com número fixo de sessões, definidos para estimular processos de auto regulação que continuam ocorrendo mesmo após o término das aplicações. “Após cada ciclo, observamos que o organismo continua evoluindo por meses. Assim, o paciente passa a lidar melhor com os fatores estressores. Eles permanecem os mesmos, mas exercem impacto cada vez menor sobre sua saúde e seu bem-estar”, afirma.

Uma nova fronteira para a medicina de otimização
Médico com formação em inovação médica e biofísica, Fábio Bechelli acompanha a evolução da tecnologia REAC há 15 anos e presenciou importantes marcos de seu desenvolvimento, desde a regulamentação pela Anvisa até a incorporação dos mais recentes protocolos de biomodulação. Para ele, os avanços mais recentes representam uma ampliação significativa das possibilidades de aplicação clínica da tecnologia. “A chegada dos protocolos de biomodulação representa um novo posicionamento da tecnologia. Hoje é possível atuar não apenas na regulação da adaptação ao estresse, que considero o coração do REAC, mas também em processos relacionados à modulação inflamatória, circulatória e metabólica”, destaca.
Bechelli observa que a combinação entre os protocolos de neuromodulação e os novos protocolos de biomodulação abriu um amplo campo de possibilidades terapêuticas para diferentes perfis de pacientes. “Na prática clínica, observamos benefícios em situações relacionadas à dor, fadiga, alterações do sono, burnout, reabilitação física, desempenho esportivo e qualidade de vida. A tecnologia entrega exatamente o conceito que propõe: otimização. E otimizar vai além de tratar ou prevenir; significa melhorar a capacidade funcional do organismo”, afirma.

Para os especialistas, um dos aspectos mais relevantes da tecnologia é seu potencial de aplicação abrangente. Segundo eles, qualquer pessoa exposta aos desafios físicos, emocionais e ambientais da vida moderna pode se beneficiar de estratégias voltadas ao fortalecimento da adaptação orgânica.
Com pesquisas em andamento e o desenvolvimento contínuo de novos protocolos, os médicos acreditam que a tecnologia REAC representa uma das abordagens mais promissoras para integrar prevenção, tratamento e otimização funcional em uma única plataforma terapêutica.