Tecnologia REAC em destaque em revista europeiaNa MídiaTecnologia REAC em destaque em revista europeia

Tecnologia REAC em destaque em revista europeia

A revista europeia One Health publicou uma entrevista exclusiva com Salvatore Rinaldi sobre a tecnologia REAC® (Radio Electric Asymmetric Conveyer). Com o tema “REAC: a tecnologia que reescreve as regras do cuidado com o paciente”, o texto explora como essa inovação não invasiva está revolucionando áreas da medicina como neurologia, psiquiatria e reabilitação, ao restaurar o equilíbrio celular. Acesse a entrevista completa na versão original em italiano aqui.

Para os que preferem, também disponibilizamos a tradução da reportagem em português abaixo.

Conheça como a tecnologia REAC está transformando os cuidados médicos.

Reac: tecnologia que reescreve as regras do cuidado do paciente

No Instituto Rinaldi Fontani de Florença, o REAC (Rádio Electric Asymmetric Conveyer) promete revolucionar a medicina com uma abordagem inovadora e não invasiva que restaura o equilíbrio celular, abrindo novas perspectivas  para neurologia, psiquiatria e reabilitação

(Foto: Arquivo pessoal – Rinaldi Fontani)

No coração de Florença, o Instituto Rinaldi Fontani vem ganhando destaque graças à sua tecnologia inovadora que redefine o conceito de cuidado: a Radio Electric Asymmetric Conveyer, conhecida como REAC.

Tecnologia inovadora: a chegada do REAC 

Uma tecnologia inovadora que promete redefinir o conceito de cuidado da saúde: a Radio Electric Asymmetric Conveyer, mais conhecida como REAC.

O que significa esta sigla especializada? Em termos simples, estamos falando de um dispositivo que, seguindo protocolos terapêuticos precisos e específicos, emite sinais radioelétricos transmitidos assimetricamente e de baixíssima intensidade.

Restaurando a homeostase celular 

O objetivo é interagir com a atividade bioelétrica natural do nosso organismo para estimular sua capacidade de “auto-reparação”.

Uma breve explicação pode levar alguém a pensar que o REAC nada mais é do que mais uma forma de neuromodulação, um campo médico moderno em rápido crescimento e que visa modificar a atividade nervosa para tratar diversas disfunções. Mas não é esse o caso.

Diferente de outras formas de neuromodulação, que usam estímulos elétricos diretos, os tratamentos com a tecnologia REAC adotam um método único. Em vez de aplicar “choques” externos, essa abordagem simplesmente estimula uma mudança na distribuição dos fluxos iônicos: nome que é dado às correntes incessantes de partículas carregadas eletricamente, que são essenciais para a comunicação entre as células.

REAC – Radio Electric Asymmetric Conveyer


Para esclarecer, o REAC não impõe comandos diretos ao corpo, como as neuromodulações convencionais fariam. Em vez disso, ele “suavemente persuade” o organismo a se reorganizar. Estimulando as células a restaurar seu equilíbrio eletroquímico, que podem terem sido comprometidas por estresses ambientais prolongados.

O objetivo final do REAC é restaurar a homeostase celular, como dizem os especialistas na área: ou seja, a capacidade de uma célula de manter um equilíbrio interno estável.

Um novo modo de ajudar o organismo a recuperar o próprio equilíbrio

Os procedimentos se assemelham a um maestro de orquestra que traz harmonia à nossa biologia. As células humanas compõem uma orquestra extraordinária, na qual cada “músico” toca seu próprio instrumento em perfeita harmonia. Porém erros e notas desafinadas estão sempre por perto… E assim o os tratamentos com REAC, através de seus protocolos terapêuticos, guia a orquestra para recriar uma melodia de bem-estar. É um processo biológico de “restauração”, comparável à sintonia fina de uma estação de rádio para eliminar todos os ruídos da estática. 

Resumindo, é uma maneira completamente nova (e não invasiva) de ajudar o organismo a recuperar seu equilíbrio natural.

“Novo”, na verdade, por assim dizer. A tecnologia REAC foi de fato desenvolvida em 1987: dotada de uma patente internacional, resultado de uma pesquisa assídua com a minha esposa e colega Vania Fontani. Nossas contribuições científicas estão disponíveis e podem ser consultadas no PubMed, o famoso banco de dados global na área biomédica. 

O procedimento e tratamento do REAC 

Um ciclo de tratamento é composto de 18 sessões, e que podem ser ajustadas às necessidades do paciente, podendo serem desde concentradas em no mínimo 5 dias consecutivos, ou até duas ou três vezes por semana. Porém são necessários aguardar em no mínimo uma hora entre as sessões e nunca superar o máximo de 4 sessões por dia.

A necessidade de repetir os ciclos terapêuticos dependerá da patologia: algumas condições agudas podem ser resolvidas com um único ciclo de tratamento, enquanto outras requerem múltiplos ciclos para atingir um resultado ideal.

A aplicação é feita com sondas especiais que podem ser de formato puntiforme (usadas, por exemplo, na orelha) ou sondas de tecido anatômicas de diferentes tamanhos e formas, posicionadas em áreas específicas do corpo.

Dos traumas físicos à psiquiatria, explica Dra. Vania Fontani 

(Foto: Arquivo pessoal)

Quais são os campos de atuação? Aqui está outra peculiaridade da tecnologia REAC, «que não se limita a um setor clínico específico, mas abrange amplamente inúmeras áreas da saúde», acrescenta a Dra. Vania Fontani, também especialista em Medicina Física e Reabilitação.

“Na neurologia, por exemplo, mostra-se eficaz no tratamento de distúrbios como nevralgias, problemas de equilíbrio e cefaleias. Na psiquiatria, ajuda a controlar ansiedade, fobias, depressão e transtornos alimentares. Os tratamentos com REAC também se mostram úteis para tratar disfunções multifacetadas relacionadas ao estresse crônico, desde manifestações alérgicas até cistites recorrentes, desde distúrbios do ritmo cardíaco até doenças inflamatórias intestinais, desde síndromes autoimunes até psoríase. Além disso, ele encontra aplicação em reabilitação e medicina esportiva, acelerando a recuperação após traumas e cirurgias e restaurando o desempenho físico após lesões musculares ou tendíneas” 

Mas a máquina sozinha não é suficiente 

A empresa italiana ASMED criou este equipamento, mas atenção: a tecnologia REAC é uma ferramenta poderosa, sim, mas a máquina sozinha não basta. É como um supercarro esportivo: versátil e pronto para andar, mas sem um mapa preciso ele simplesmente giraria em círculos… São os protocolos terapêuticos, desenvolvidos e calibrados após décadas de pesquisa, os “mapas” que orientam o REAC para o destino desejado. Ou seja: o bem-estar geral do paciente. 

Salvatore Rinaldi 

Cofundador do Instituto Rinaldi Fontani. Neurofisiopatologista e médico do desporto, especializado em Medicina Física e de Reabilitação